-->

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Prolapso Genital ou "Bexiga Caída"

Defini - se como prolapso genital o deslocamento das estruturas pélvicas (útero, bexiga, ureter, intestino, reto) em direção ao intróito vaginal. O prolapso genital ocorre devido ao desequilíbrio entre as forças encarregadas de manter os órgãos pélvicos em sua posição normal e aquelas que tentam impeli - lo para fora da pelve, podendo afetar adversamente a qualidade de vida da mulher.
A deficiência do "estrogênio" e o "envelhecimento" são as principais causas quando associadas ao relaxamento da musculatura do assoalho pélvico pós menopausa.
As mulheres com prolapso genital podem apresentar sintomas como perda urinária, distúrbios da micção, sensação de enchimento, como se fosse uma "bola" saindo da vagina, dor pélvica e desconforto na relação sexual.
É importante conhecermos o efeito da fisioterapia que tem como objetivo prevenir ou tratar clinicamente o prolapso através de exercícios funcionais para o assoalho pélvico, eletroterapia, uso de cones vaginais e ginástica hipopressiva. Os exercícios agem aumentando a força muscular usando a contração durante o aumento da força abdominal diariamente.
Esse conjunto de opções terapêuticas aplicadas adequadamente podem trazer benefícios tais como a prevenção, tratamento ou postergação da cirurgia. 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Disfunções Sexuais Femininas

A sexualidade é um dos aspectos importantes que compõe a personalidade humana e abrange a forma com que cada pessoa expressa e recebe afeto. Sabe – se hoje que a sexualidade está presente desde o nascimento e é desenvolvida ao longo do tempo, em fases sucessivas, por meio de contatos que cada ser humano estabelece consigo mesmo e com o meio que o cerca, se modificando com a cultura e a época ao longo da vida de uma pessoa.
A função sexual humana se divide em quatro etapas: desejo, excitação, orgasmo e resolução, e utiliza - se o termo “disfunção sexual” para aquelas situações em que os componentes orgânicos ou psicogênicos da resposta sexual apresentam alguma alteração. As causas orgânicas estão relacionadas ao uso de medicamentos ou as deficiências hormonais e os fatores psicogênicos podem estar relacionados à ansiedade, fatores culturais, educacionais e familiares.
As disfunções sexuais são alterações em alguma das quatro fases e podem ser descritas como ausência ou diminuição da libido, da excitação, retardo ou ausência do orgasmo, dispareunia (dor recorrente ou persistente durante ou após o intercurso sexual) ou vaginismo (espasmo involuntário dos músculos da vagina impedindo qualquer penetração).
Os músculos do assoalho pélvico participam da atividade sexual e quando contraídos voluntariamente, contribuem para intensificar o desejo sexual e o orgasmo. Além disso, são responsáveis pela contração rítmica e involuntária que ocorre durante o orgasmo. Os músculos elevadores do ânus também modulam as respostas durante o mesmo. A hipertonia muscular pode levar ao vaginismo que, por sua vez, pode acarretar a dispareunia. Quando hipotônicos (fracos), podem provocar diminuição das sensações vaginais, anorgasmia, bem como incontinência urinária durante o ato sexual.
O tratamento fisioterapêutico consiste em orientações sobre a anatomia pélvica, reeducação postural, consciência corporal e reeducação da musculatura do assoalho pélvico através de exercícios, cones vaginais, massagem perineal, biofeedback e eletroestimulação, melhorando a circulação, a sensibilidade e promovendo a normalização do tônus muscular, além de melhorar a propriocepção (percepção de contração e relaxamento).
O tratamento pode auxiliar a mulher a fortalecer sua segurança e auto – estima, salientando que o atendimento conjunto com um psicólogo e um ginecologista também se torna relevante.

Disfunção Miccional na Infância

Fazer xixi na cama ou na roupa depois do tempo, ficar muito tempo sem ir ao banheiro ou ter uma vontade muito grande de ir toda hora, parecer que está sempre prendendo o xixi... Esses sintomas podem esconder algumas das chamadas “disfunções urinárias na criança”.
A criança está prestes a ser alfabetizada, mas os episódios recorrentes de xixi fora de hora indicam a manifestação de um problema que pode prejudicar e muito a auto – estima dela. As fraldas são aposentadas na idade média entre 2 a 3 anos quando a criança aprende a controlar sua micção, porém esse incômodo de acordar com a cama molhada é um fato comum na infância já que o mecanismo urinário da criança até os 5 anos de idade está ainda amadurecendo. Após os 5 anos, esse problema passa a ser uma doença chamada “enurese noturna”, quando a criança faz xixi na cama enquanto dorme. A perda da urina durante o dia também existe, mas normalmente ocorre quando a criança segura o xixi para continuar brincando ou existe alguma alteração na bexiga. As atividades sociais como viajar ou dormir na casa de um amiguinho se tornam limitadas e a situação acaba afetando a própria auto - confiança.   
Cerca de 15% das crianças apresentam a enurese noturna, afetando principalmente meninos. É uma alteração que precisa ser tratada por um especialista, ao contrário do que muitos pais pensam ser manha ou uma forma de se chamar a atenção devido a alguma mudança como a chegada de um irmãozinho ou a separação dos pais.
Além de causas como os problemas hormonais, alterações anatômicas, fisiológicas ou psicológicas, se um dos pais teve enurese quando criança, a chance do seu filho vir apresentar o mesmo problema é de grande relevância.
A fisioterapia em Uroginecologia inclui em seu trabalho duas modalidades de tratamento para programar o xixi na hora certa e melhorar a qualidade de vida da criança que apresenta as disfunções urinárias, que são a terapia comportamental e a eletroterapia não – invasiva, explica Juliana.
O tratamento adequado da enurese beneficia não somente a criança como também seus familiares. O controle noturno da micção significa para a criança que ela é competente, que tem controle sobre seu corpo e que venceu esta etapa da vida, recuperando assim sua auto – estima, e para a família, mais uma conquista na educação da criança.
Se seu filho (a) é maior de 5 anos e ainda molha a cama mais de 2 vezes por semana, venha nos fazer uma visita.



quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Ginástica Hipopressiva

A Ginástica Hipopressiva é uma combinação de exercícios da musculatura abdominal, da musculatura do assoalho pélvico e da musculatura peitoral criada na década de 1950 pelo médico francês Marcel Caufriez.
Esta combinação de exercícios produz um tipo particular de movimento dos músculos abdominais, conhecido como manobra de aspiração diafragmática que tem a propriedade de puxar para cima os órgãos da pelve (bexiga, útero, ovários, etc).
Além de servir como um excelente exercício para treinar a contração dos músculos do assoalho pélvico e dos músculos abdominais, estudos recentes vêm mostrando que a ginástica hipopressiva tem apresentado resultados na melhoria de prolapsos genitais (tais como bexiga e útero caídos) dos mais diversos graus, como forma de reeducação e reposicionamento ativo dos órgãos pélvicos, podendo evitar a correção cirúrgica.

Como é feita a Manobra de Aspiração Diafragmática?

A manobra é formada por três movimentos em sequência: contração dos músculos abdominais, contração da musculatura do assoalho pélvico e contração dos músculos intercostais e peitorais. Preferencialmente a mulher deve estar deitada confortavelmente, sobre uma superfície firme e com os joelhos semi-dobrados (pés apoiados no chão).

Contração dos Abdominais: deve-se inspirar (puxar o ar) profundamente, soltar lentamente todo o ar e então trancar a respiração enquanto se contrái os abdominais com força, encolhendo a barriga, empurrando o umbigo para dentro como se faz para tentar fechar o zíper de uma calça apertada;
Contração da MAP: mantendo a barriga encolhida, a MAP deve ser contraída com toda a força e sustentada (sem soltar);
Contração dos Intercostais e Peitorais: ainda com a barriga encolhida e a MAP contraída, deve-se estufar o peito, afastando as costelas e abrindo os ombros (sem mexer os braços ou os ombros).

Importante: Antes de iniciar qualquer um dos exercícios propostos contate um médico ginecologista ou um Fisioterapeuta Especialista em Uroginecologia que possa orientar corretamente o uso da técnica.