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terça-feira, 1 de maio de 2012

Dor Pélvica Crônica

A dor pélvica crônica é definida como a dor que ocorre na região pélvica inferior (baixo ventre), abaixo do umbigo, e que dura no mínimo 6 meses ou mais. Pode ou não estar assoaciada aos ciclos menstruais. A dor pélvica não é uma doença, e sim um sintoma, que pode ser causado por diferentes condições.
As causas ginecológicas correspondem a dor pélvica crônica em cerca de 20% das mulheres, e incluem: endometriose, doença inflamatória pélvica crônica, miomas uterinos, dispareunia (dor no ato sexual), aderências pélvicas, desminorréia (menstruação dolorosa).
Outras causas relacionadas ao sistema urinário incluem: cistite intersticial (síndrome da bexiga dolorosa), litíase (renal, uretral e da bexiga), uretrite e retenção urinária.
Os músculos do assoalho pélvico podem em algumas ocasiões tornar – se encurtados, tensos e dolorosos, sendo chamados de disfunção do assoalho pélvico.
O assoalho pélvico inclui músculos que se ligam aos ossos da pelve e sacro. Normalmente, esses músculos tem a função de dar suporte aos órgãos pélvicos e ao quadril. Quando alterados, podem desencadear a dor pélvica, dor ao urinar, constipação e dor durante a relação sexual.
A Fisioterapia Uroginecológica é frequentemente útil para mulheres com os músculos pélvicos dolorosos e tensos. Este tipo de fisioterapia visa diminuir a tensão nesses músculos, sendo o tratamento direcionado para os músculos do assoalho pélvico, quadril, quadríceps, e região lombar baixa.   
O tratamento fisioterapêutico na dor pélvica tem como objetivo o alívio da dor, a correção das alterações musculoesqueléticas e a melhora da qualidade de vida. Para isso existem diversos recursos terapêuticos, tais como: terapia manual, eletroterapia uroginecológica, exercícios respiratórios, exercícios de movimentação do quadril, relaxamento e alongamento muscular.
Converse com seu médico e venha nos procurar.

Vaginismo

O vaginismo é um tipo de dor sexual na qual a mulher não consegue abrir o intróito vaginal para a penetração do pênis, ou do absorvente interno, ou do dedo, mesmo que a mulher deseje essa penetração.
Sua característica principal é a contração involuntária dos músculos do assoalho pélvico, impossível de controlar, que acaba “fechando” a entrada do canal vaginal mesmo que a mulher esteja se esforçando para relaxar.
Existem 2 tipos de graus de vaginismo. O tipo primário acontece quando a mulher nunca conseguiu ter uma relação sexual com penetração. No secundário a mulher conseguia ter relação normal até que, por algum motivo, algum trauma acabou ocasionando o vaginismo.
Basicamente o tratamento para os dois tipos de vaginismo consiste em psicoterapia e fisioterapia especializada, com exercícios de conscientização perineal e coordenação motora da musculatura do assoalho pélvico.
O tratamento do vaginismo está relacionado ao conhecimento corporal e consciência do assoalho pélvico, a elasticidade da entrada do canal vaginal, e a coordenação muscular perineal, neste caso, da musculatura do assoalho pélvico e, em casos mais severos, das musculaturas das coxas, glúteos e outras estruturas relacionadas.
A massagem perineal também pode ser útil nos trabalhos de dessensibilização e no aumento da elasticidade da entrada do canal vaginal.
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Dispareunia

A dispareunia é um transtorno sexual caracterizado pela sensação de dor genital durante o ato sexual, mas pode estar presente também antes ou depois do intercurso.
As mulheres podem descrever a dor como uma sensação superficial ou até mesmo profunda, e a intensidade pode variar de um leve desconforto até uma forte dor aguda. É mais freqüente do que se pensa, podendo atingir até 50% das mulheres com vida sexual ativa.
A dispareunia pode levar a rejeição do ato sexual trazendo conseqüências graves para o relacionamento atual e comprometimento dos futuros, diminuindo o desejo em diversos graus.
Pode ser causada por fatores orgânicos e/ou psicológicos, entre eles:
Fatores Orgânicos: infecções genitais (candidíase, tricomoníase), doenças da pele na região genital (psoríase, foliculite), DSTs, infecção ou irritação do clitóris, infecção ou irritação urinária.
Fatores Psicológicos: dificuldade em entender e aceitar a sexualidade de uma maneira saudável, crenças morais e religiosas muito rígidas, educação repressora, medo e tabus irracionais quanto ao contexto sexual, falta de desejo em fazer sexo com o parceiro, medo de machucar o bebê quando durante a gestação, falta de informação, traumas infantis relacionados a sexualidade, sentimento de culpa na vivência da sexualidade.
A maior conseqüência desses fatores é a ausência da lubrificação vaginal, que dificulta a relação sexual, provoca dor e impede que a mulher sinta prazer, não chegando ao orgasmo.
A Fisioterapia Uroginecológica tem como objetivo melhorar as condições de lubrificação vaginal e promover um relaxamento do assoalho pélvico. Inicia – se com uma orientação educativa sobre a anatomia genital, técnicas de liberação miofascial, biofeedback, eletroterapia para o alívio da dor e redução da hipersensibilidade, uso de cones vaginais e fortalecimento muscular.
Com o tratamento as relações sexuais são mantidas sem a presença da dor, além de prevenir problemas como incontinências urinárias, prolapsos genitais (queda do útero, bexiga) e flacidez pós – parto.
Converse com seu médico ginecologista e venha nos procurar.

Disfunção Erétil X Câncer de Próstata

O câncer de próstata é a malignidade mais comumente encontrada em homens e se manifesta geralmente a partir dos 50 anos. É curável, na maioria dos casos, e responde muito bem ao tratamento quando detectado precocemente, podendo ser os indivíduos submetidos à cirurgia de prostatectomia radical.
A prostatectomia radical é a alternativa terapêutica mais utilizada no tratamento do adenocarcinoma de próstata localizado, porém, mesmo com o avanço da técnica cirúrgica de preservação nervosa e a experiência dos cirurgiões, a agressividade da cirurgia demonstra que 20% a 90% dos pacientes submetidos à prostatectomia radical desenvolvem a disfunção erétil, além da incontinência urinária.
O treinamento funcional do assoalho pélvico é um método de contração específica dos músculos do assoalho pélvico, principalmente dos músculos isquiocavernoso e bulbocavernoso, que são ativados durante a ereção e realçam a rigidez.
A realização dos exercícios pélvicos fornece métodos não invasivos e fáceis de executar, podendo ser considerada como a primeira opção de tratamento para a reabilitação sexual sem intervenções farmacológicas ou cirúrgicas.
Existem resultados positivos após o programa de reeducação do assoalho pélvico para alguns homens que apresentam disfunção erétil, porém, os exercícios devem ser corretamente aplicados e praticados no mínimo durante 3 meses, sendo feita a manutenção do tratamento durante toda a vida.
Entretanto, não são todos os homens que apresentam a perda da função erétil após a prostatectomia que podem fazer uso do treinamento da musculatura do assoalho pélvico com benefícios, sendo excluídos, por exemplo, os que foram submetidos à secção nervosa bilateral na cirurgia e outros fatores de risco para o retorno da ereção, como a doença de Peyronie, diabetes mellitus, alterações cardiovasculares e uso excessivo de álcool.
Portanto, a fisioterapia deve intervir precocemente na reabilitação do paciente prostatectomizado que apresenta a disfunção erétil, utilizando o treinamento funcional do assoalho pélvico associado à eletroestimulação e aos exercícios domiciliares orientados por um fisioterapeuta especializado.
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